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Quando morre um jovem morre um bocado de gente Não que eu -e ninguém ajuizado- ache que gente velha deva morrer. Porque a dor de quem perde a dor de quem perde. Dor é inadjetivavel e a perda é insubstituível. Mas, a perda da gente jovem é uma hecatombe nos peitos. A economia esperava mais dele para ajudar no crescimento. A terra mais para ajudar na procriação e no preparo e cuidado. Os amigos esperava mais tempo de resenha. Até o cambista, o rifeiro esperava mais umas dezenas marcadas. (Falo de jovens que sabem o que sabem o que é rifa, especialmente).. A família... bem, dizer o que a família esperava é querer ocupar um espaço que nem o vento ocupa. Porque a família ainda espera que a qualquer momento ele entre pela porta da frente e acabe com este pesadelo. Mas, o pesadelo da vida real é cruel. Não passa. Gente jovem (jovem de verdade) anda rindo à toa. Brinca com as dificuldades e vai superando as adversidades. São tantas para esta gente. Gente jovem tem em si o que o mundo ...
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DE QUEM É A CULPA? ERROS NA GESTÃO QUE A POLÍTICA NÃO PERDOA “Todo mundo erra sempre. Todo mundo vai errar”. Este é o refrão de uma das canções mais conhecidas entoadas pelo grupo Revelação. Iniciar o texto com um refrão que aponta que o erro é algo de todos (individual e coletivo) já se trata de asseverar que o erro é uma possibilidade de todo mundo. O conserto também o é. E em se tratando de ações coletivas, como a gestão pública, às vezes quem comete o erro não necessariamente é aquele que se responsabiliza e promove o acerto. Muito comum se é numa gestão – qualquer esfera – quando se passa por algum desgaste, os dedos indicadores serem muito usados, de forma responsável ou não, para apontar quem errou. Às vezes se sobressai mais a pessoa que cometeu o erro ou o equivoco do que o que deveria ser o objeto de análise, que é o feito em si. A questão colocada é que numa gestão quando um erra, este erro é coletivo porque o desgaste o é. E, somente apontar o “errado” e não apontar...
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Nasci para morrer de sete. Morrer de sete, quatorze ou vinte e um... Assim me diziam quando era eu pequeno, ou melhor não me diziam. Nossa sociedade não permite o diálogo com as crianças. Mas resisti. Crescer comendo “chocha” (chocha é café com farinha) é uma resistência. Aliás, quando Euclides da Cunha disse z que “o sertanejo é antes de tudo um forte” é nesta linha, como sobreviver com tantas dificuldades. E, como a saúde e a roça andaram em paralelo, morrer de sete, quatorze ou vinte e um não era lá novidades. Mas não, eu resisti. Na resistência tiveram que me batizar, para não morrer pagão, e de me darem um nome. O batizar na roça é maior do que o nome. A religião sobrepõe o Estado. Daí, herdando de meu pai a letra J, aliás, na roça se usa –ou usava- a primeira letra do nome do pai para os nomes masculinos e a primeira letra do da mãe, para os femininos. Ah, as mães da roça se assemelham também com Palagueia Nilovna de Gorki... Mas deixemos Gorki por ora. Vamos ao meu nome. Me...
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UMA RAZÃO PELA JANELA 1. Jocivaldo dos Anjos O cientista politico André Singer em sua coluna semana no Jornal Folha de São Paulo escreveu neste sábado dia 01 de setembro de 2018 um texto intitulado UMA JANELA PARA A RAZÃO. Singer é um dos mais renomados (se não o maior pesquisador do Lulismo no Brasil) tarefa à qual, de mais distante, tento também me arvorar. Pontuando somente sobre uma parte da população que o Lulismo encerra – como qualquer outro “modelo” de desenvolvimento adotado pelo país-² a juventude. Em espacial a juventude rural me declino a compreender dentro da estratégia lulista na gestão pública. Logo, me utilizo aqui de uma paráfrase trocadilhada – se permite a língua que negou nesta semana negou,  pelos seus representantes,  a ascensão da primeira mulher negra, Conceição Evaristo, nas fileiras da Academia Brasileira de Letras – ABL. https://g1.globo.com/pop-arte/blog/dodo-azevedo/post/2018/08/30/a-abl-nao-merece-conceicao-evaristo.ghtml. Mas, retomando...
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Para quem serve a avaliação? 1. Jocivaldo dos Anjos jocinegao@hotmail.com A avaliação é tida como o maior adversário dos estudantes, pois o seu caráter punitivo é elevado e o seu significado é apenas analisado pela ótica de prestação de contas. No movimento social ela é, geralmente, utilizada nos finais de cada ano para projetar o próximo ano, Alem disso também quando há crise em alguma entidade faz-se uma avaliação para tentar solucionar o problema, que geralmente é de gestão, esta avaliação tem um caráter, ainda que um pouco punitivo, mas o seu principal objetivo é o de solucionar ou no mínimo apontar soluções para o entrave. Avaliar o passado, entender o presente e planejar o futuro, tornou-se o grande jargão em muitas entidades. Do grego dokimé, avaliar significa dar nota, proposta que também é conhecida como decimologia. Então, logo em todo o processo avaliativo, atribui-se uma nota, seja no intuito de projetar ou no intuito de punir, mas algum conceito é dado. Um pe...
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Que merda é essa?¹ Jocivaldo dos Anjos² A palavra merda é um substantivo muito utilizado no falar cotidiano de todos os brasileiros e brasileiras, sem distinção de classe social, coloração de pele, religiosidade etc. Entretanto “declamá-la” - sempre é tido por alguns setores conservadores da sociedade - como uma palavra sendo de baixo calão e que não deva ser utilizado nas relações sociais. Esta palavra “merda” é a palavra que nos últimos dias tomou a cena midiática brasileira devido a ser entoada pela maior autoridade do país. Ninguém menos que o presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou: “(...) Nossos programas sociais é para tirar o povo da merda e tem tirado (...)”. Após o presidente entoar estas palavras ele de pronto percebeu que utilizou uma palavra de pouca aceitação pela mídia e se afirmou: “ amanha os meios de comunicação falarão que o presidente da republica falou a palavra merda. Mas, eles falam isso todos os dias...” A diferença entre o presidente ter falado e ...
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SOMOS DE UM SETOR QUE NÃO É O TERCEIRO¹ Jocivaldo dos Anjos² Como uma fênix o capital tenta sempre nascer de suas cinzas. Troca-se nomenclaturas, conceitos e atitudes até, mas o produto final é sempre o mesmo: Elevação dos lucros de forma exacerbada sem levar em conta questões sociais estruturantes da sociedade. No início da década de 1990 o Brasil passou por mais um processo implementado pelo capital em terras tupiniquins. Como uma tendência mundial fora ora implementado a ideia do Estado Mínimo, ou seja, o Estado Brasileiro seria algo irrelevante para a inferir no mercado, assim o mercado andaria com pernas próprias como se pudesse viver fora de um estado construtor de leis e responsável pela qualidade de vida das pessoas. Neste bojo houve um processo de desmonte do Estado Nacional dando espaço às privatizações e entrega dos bens públicos nas mãos da iniciativa privada. Na intenção de dar vazão a “bondade” desta ideia do capital os teóricos defensores do capitalismo cr...