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Com ciência, PretA

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Com Ciencia, pretA É sobre isso. Que homofonia provocada pela junção das palavras nos sirva de guia. Não nos cabe mais a pena. Nos cabe a ciência. Nos cabe a ciência na feitura das políticas a nos direcionadas. Mas, também nos cabe a ciência como local de busca e construção de tecnologias de interpretação e intervenção no mundo a partir da cor preta. Para além: nos cabe outras formas epistemológicas que não somente as de base europeia. É com ciência. Mas, não com qualquer ciência. É com a nossa ciência. É com a ciência de quem está ciente do seu lugar no mundo. Com a ciência de quem sabe que mesmo sendo nos uma grande diversidade devemos estar cientes de que a ideologia de direita não agrega, não soma e nem insere o povo preto. Muito pelo contrário. Esmaga. É com a ciência de quem sabe que a luta é importante, mas, que o amor é necessário. Nos roubaram o amor. Nos negaram o amor. E estamos cientes de que precisamos resgatar, recuperar e espalhar entre nós. É com a ciência de quem é...

ACOSTUMAMOS A MATAR IDOSOS

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O costume é violento. Violento, especialmente, com os desacostumados. O costume do abandono provoca a naturalização do inaturalizavel. O esquecimento de cuidar de quem nos cuidou. Quem deu tanto amor para ver gentes grandes não se acostumou ao desamor. Muito desamor. Este desamor se aflora em números.Tristes e vís números. Frios como a tumba. Vil como as cordas. Aliás, acordemos antes que a corda desacorde os nao recordados. Pois, a corda responde pela maioria dos indices de suicidios na Bahia. 71,3%. Na Bahia em 2020 ocorreram 680 suicidios. Quase dois por dia. Adultos e idoso somam 72,4% destas vitimas. Apontando para uma diminuição do caso entre idosos. Dados que carecem análises ainda. Destes, 59,7% ocorreram em casa. E, um em cada tres eram trabalhadores da Agricultura Familiar. Vale muito a reflexão estes números. Lógico que temos as causas psicológicas também. Mas, não se pode prescindir que as questões sociais e o abandono contribuem enormemente para este grave problema. ...

Lula x Ciro: análises antecipadas

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Análise de corpo quente: o que significa o degladiar entre Lulistas e Ciristas nesta quadra do tempo? Uma burrice. Como valho pouco posso falar a verdade que acho. O que penso em minhas análises, e exponho, pouco importa para quem decide os caminhos da política. Mas, para mim é uma burrice de gente besta que se debruça no momento e fecha os olhos para o futuro. E pior: com análises tacanhas do passado e de um futuro futurológico. Uma pesquisa sai e em uma semana já começa lulistas e ciristas disputarem o espaço que não é da extrema direita como se não houvesse nenhum eleitor indeciso mais. Mesmo entre votos possíveis do rapaz antidemocrático. Já acham que o segundo turno está selado e que já começou. Não está selado e nem a democracia que conduz o cavalo celado está consolidada. Aí: o Lula vale pouco e o Ciro menos ainda. Os brigões de prontidão estão de pés para exalar seus venenos guardados. Como aquelas boas e velhas disputas de Diretório Central de Estudantes. Ocorre que não s...

Guedes e a esmola de sobra de comidas

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“Tudo demais som sobra. E a sobra ninguém quer” Cresci ouvindo mainha falar esta frase. Desta forma como está escrita. Quiçá os legalistas da língua, sabichões da “dramática” brasileira da língua portuguesa dirão que há erros na frase. Explico: primeiro: em quase todas as entoações a forma fonética que sai (e fica) quando falamos a palavra são é sim, de fato. Especialmente quando entoada pelas bocas dos menos escolarizados pela “letra da escola”. E a palavra sobra, aprendi com a universidade que quando o primeiro elemento vai para o plural na frase, entende-se o segundo mesmo sem que este vá. Mas, fora as “amenidades” que são maiores, para mim, porque trata sobre meu povo, vamos ao assunto do texto. Luiz Gonzaga afirma que “a esmola deixa o homem sem vergonha”. Assim sendo, quem recebe uma esmola se sente e fica menor após este feito. E quando esta esmola se trata de alimentação ainda mais humilhante há de ser. Mas, estas coisas não se encontra no posto Ipiranga, alcunha do ministr...

Dores e ardores

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Há dores e ardores Há dores e dores. Há dores que ardem. Estas dores que ardem são as que estraçalham por dentro. Que ardem enquanto doem. Que mesclam a ardor da pele e a dor nos ossos. Mas, doi na pele e nos ossos sem tocar. Sem uma posição de socos nos corpos as dores violentam os sentintes. Sentintes de dores assim não pensam como diria o Galeano. Somente sente. Estas parecem ser dores insuportáveis. Ou melhor. O corpo suporta. Mas, fica somente um calhamaço de corpo. Estas dores desintegram as pessoas. Vi um homem sentindo dor assim. Urrava de dor. Sabia o que provocava a dor, mas, não entendia porque dois e ardia. Mas, às vezes ardia mais e às vezes dois mais. Em duas cenas, na chegada e na saída da cena que provocou a fatídica dor se mesclaram a dor e o ardor. Estas dores são como os ciscos que caem nos olhos enquanto o graveto penetra. Não se trata de pouca dor. O líquido azedo desce sobre a pela e atua como pimenta na ferida. Que dor violenta! Estas dores que ardem são in...

Quando a morte é celebrada

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  Quando a morte é celebrada É incomodante no Brasil o preto sem dono. Preto sem dono não merece de existir. Esta máxima tem sido utilizada para controlar corpos pretos desde a mais douradoa escravidão da história nas Américas, que foi a implementada sobre o povo vindo forçadamente de África em Navios negreiros. Na viagem ficavam alguns corpos indomados no mar. Na chegada outros tantos indomados na terra e quando não se “adaptava a hospedagem”, mais uma pá de corpos eram empilhados e expostos para ensinar aos demais o significado de corpo negro em terras tupiniquins. Assim o Brasil se fez. Sobre corpos negros desalmados, sobre sangue de preto jorrado e sob a sensação de uma não gente a vagar na terra.  Após as quase quatro décadas de escravidão forçada no Brasil algumas coisas mudaram no sentido da inclusão dos descendentes deste povo. Especialmente na primeira década deste século. Mas, ainda persegue na mente deste país a ideia de não gente. Avança-se na ideia de inclusão até...

O mito da linguagem juvenil

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  O MITO DA LINGUAGEM JUVENIL Escuta-se diariamente, ao se tratar de diálogos com a juventude, uma busca frenética em busca da chamada “linguagem juvenil”. As produções de materiais educativos, dialógicos, técnicos e demais sempre apresentam esta preocupação. Mas, uma pergunta deve ser feita: O que significa a linguagem juvenil? Cada faixa etária tem uma linguagem específica para entendimento, contemplação e convencimento?  Não tenho a resposta para o que se passa em cada cabeça quando se fala e se trata desta busca, mas uma coisa não pode fugir de mim e nem de ninguém que atua tanto com linguagem quanto com a juventude. Primeira questão é: A juventude não é um estrato homogêneo que somente possui uma linguagem e, a partir dela, se consegue dialogar com todos os tipos de conteúdos e de conhecimentos acumulados pela humanidade. Outra questão é o que se espera da juventude quando somente pretende-se destinar para eles apenas um único tipo de linguagem. O que necessariamente não ...